terça-feira, 23 de setembro de 2014

Letícia Tambucci - Entrevista

Letícia Tambucci trocou o curso de Rádio e TV pelo curso de cinema logo de início e teve a oportunidade de atuar tanto em frente as câmeras como atrás delas. Com apenas 23 anos, seu currículo possui uma grande listas de projetos que fez parte e que pode produzir.
Teve a oportunidade de trabalhar como atriz em uma grande emissora, onde pode mostrar que além de muita beleza, também possui um grande talento artístico.
Conversamos com ela para saber como foi trilhar esses caminhos  sendo tão jovem.

Seu primeiro ano foi no curso de Radio e TV e agora está se formando em Cinema. O que incentivou esta mudança?
Bom, o que incentivou a mudança foi o fato de estar cursando rádio e TV e não assistir TV, muito menos gostar de rádio
Eu adoro documentários, filmes, séries, vídeo clipes, filmes, curtas e médias metragens. No caso do rádio, gostava de produzir jingles e só. Quando eu comparei a grade do curso de cinema com o de RTVI, percebi que estava no curso errado.
Eram muitas matérias mais específicas e muito mais interessantes para mim no curso de cinema. Conversei com alguns professores como a Renata Becate e o Felipe Sales, falei sobre mercado de trabalho, sobre anseios como profissional, e tomei a decisão.

O curso de Cinema se encaixou melhor no seu perfil do que RTVI, certo?
Com certeza! O ritmo de trabalho de um radialista é diferente de um cineasta. No curso temos muito mais tempo para a produção de um filme. Trabalhamos muito bem as fases: Preparação, pré-produção, produção e pós produção.
O curso de cinema e audiovisual me prepara para o mercado de trabalho assim como ele é!

Muito bacana Letícia. Vimos no seu LinkedIn, que você tem um vasto currículo e trabalhou na emissora SBT e até atuou na MTV. Como que foi o começo da sua carreira?
Eu me formei em Artes Cênicas no ano de 2010
Meu trabalho com a MTV foi independente, eu trabalhava como atriz na época. Eu e um amigo, que tinha vinculo com a emissora. Produzimos 2 curtas metragens e mandamos para o programa CURTAMTV.
E o meu trabalho com o SBT foi como editora de telejornal. Na época a vaga era exclusiva para radialistas formados, porém, enviei o currículo mesmo assim, sempre faço isso (risos), fiz um teste e passei.
Além de ter trabalhado numa grande emissora, vimos que você participou de vários projetos, mas, sempre tem um que agrega mais conhecimento ou que nos marca mais. Teve algum ou alguns específicos, que te marcaram e lhe deram mais conhecimento?
Olha, como atriz, o quer me agregou mais conhecimento na área de audiovisual foi o curta metragem Sublime que foi um dos papéis mais difíceis que já fiz.
Como atriz, também tive a oportunidade de trabalhar numa trupe de circo, o que me agregou muito conhecimento. Fazíamos projetos em escolas municipais do Brasil, a fim de trazer conhecimentos sobre o meio ambiente com histórias e bonecos articulados. Esses projetos eram aprovados pela Lei Rolante. Posso dizer que foi a época que eu menos ganhei dinheiro, porém, a satisfação como profissional em ver a cara de felicidade das crianças de um bairro carente era incrível.
Agora como profissional de audiovisual, mudando o papel de atriz , posso dizer que todos os curtas que produzi e dirigi me agregaram conhecimento. Alguns felizmente foram premiados, mas isso não diz muita coisa. Apenas diz que somos estudantes dedicados e que tivemos a coragem de investir melhor na divulgação.


O mais importante nos projetos e trabalhos são as experiências e conhecimentos que tiramos no final. Atualmente você está trabalhando na área?
Sim, exatamente. O importante é fazer o máximo de trabalhos enquanto estamos dentro da faculdade, errar, acertar e ser humilde faz parte do processo.
Atualmente eu recusei uma ótima proposta de emprego, como editora e design na animação brasileira Galinha Pintadinha.

Nossa foi uma ótima proposta, por que recusou?
Eu queria muito a vaga e fiz o teste, porém, para poder aceitar, eu teria que me mudar de cidade, ai eu desisti, pois faz poucos meses que me mudei para Sorocaba. Eu sempre mudei muito por causa de trabalho, porém agora, na fase de TCC, eu busco mais estabilidade, tanto profissional quanto pessoal.

Realmente, trabalho nenhum vale à  pena se afetar sua qualidade de vida e, até mesmo, seus estudos. Atualmente você está envolvida em algum projeto dentro ou fora da faculdade?
Sim estou envolvida com 3 trabalhos atualmente. Nenhum seria para a faculdade, mas um será exibido no congresso de comunicação em Setembro. Estou finalizando o documentário que comecei o ano passado sobre os treinamentos que acontecem antes do Grande Premio do Brasil de Fórmula 1, um documentário sobre o grafite no Brasil e um projeto de rotoscópia analógica com um amigo da faculdade. Somente o documentário sobre o grafite será exibido na faculdade, os demais não tem data certa para lançamento.

Acompanhe os trabalhos da Letícia de perto






quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Jornalismo: mais que profissão, uma vocação

Por Fernando Cesarotti

Salários não exatamente milionários, horários de trabalho pouco estáveis, plantões aos fins de semana: ser jornalista não é uma profissão para quem quer tranquilidade na vida, mas quem já está nela não deseja jamais sair. Fala aqui alguém de cátedra: metade dos meus 36 anos foram vividos na correria atrás da notícia, da informação – e não pretendo parar por aqui.

Meu começo foi curioso: eu estava Processamento de Dados no então colegial, hoje Ensino Médio, e comecei a colaborar com um jornal de uma comunidade religiosa. Menos de dois meses depois, já tinha me tornado o editor-chefe de uma equipe com gente que tinha idade pra ser meu avô – e que ouvia com atenção o que eu tinha a dizer,  minhas dicas e sugestões.

Parecia que eu levava jeito para a coisa, e fui conferir. Prestei vestibular para cursar Jornalismo na Unesp Bauru, fui aprovado na lista de espera e, mesmo sem ter certeza de que era o que eu queria, fui ver no que dava. Arrependimento? Zero. Desde as primeiras aulas eu percebi, sim, que não pretendia fazer outra coisa na vida.

De lá para cá, muitas alegrias e decepções, muito trabalho, muitos feriados perdidos, muitas folgas sem sentido em plena segunda-feira. Perdi a conta no número de redações em que estive ou de quantas matérias escrevi, editei ou gravei. Já trabalhei por conta, escrevi para sites como o Estadão.com, o R7 e o G1, produzi programas de rádio para a CUT, publiquei reportagens em jornais para o Estado de S. Paulo, a Folha de S.Paulo e o Diário do Comércio e hoje dou aulas aqui no CEUNSP enquanto ainda preparo aqui e ali meus textos e reportagens.

Nesses quase 20 anos, vibrei, comemorei, reclamei, xinguei, jurei largar tudo e vender água de coco na praia. Mas, no fundo, sei que nunca farei isso: no sangue que corre em minhas veias está a energia de descobrir a notícia onde ninguém a enxerga, de contar a história que alguém pretende esconder, de exibir o bom exemplo que está escondido atrás de uma porta. Mais do que uma profissão, ser jornalista para mim é uma vocação.

E não há como fugir de uma vocação, por isso, se você também se sente atingido por essa flecha, aqui vão algumas dicas:


domingo, 7 de setembro de 2014

Livro: Cultura e fotografia paulista no século XX - Download

Uma cidade transforma-se naquilo que a soma de suas representações diz que ela é. Como toda cidade, e como toda grande cidade, São Paulo é personagem principal (ou "mero" pano de fundo) de letras de músicas, cartões postais, filmes e vídeos, pinturas e gravuras, crônicas e romances. Um dos objetivos que estimularam o lançamento desta coleção foi o de, registrando as representações da cidade, apontar para a matéria desse imaginário, situando-a nos diferentes contextos culturais em cujo interior são geradas suas imagens. 

Introdução
"Sessenta anos após a sua difusão na modesta cidade no alto
da serra, a fotografia conseguira penetrar progressivamente nos
diversos momentos do cotidiano urbano, documentando suas novas
edificações, os rostos de suas personalidades, das classes dirigentes,
e passo a passo atingindo a população num espectro maior.
Fotografar-se, como na Paris de meados do século XIX, e aqui,
evocando ÁLVARES DE AZEVEDO (1831-1852)no seu tempo
de acadêmico de direito, torna-se progressivamente um ato social
imprescindível, criando objetos de troca que fazem parte dos
contatos mais íntimos ou mais relevantes socialmente.
Na virada do século, a fotografia é tudo, menos uma
novidade. O impacto e a diversidade de aplicações não eram
diversos do registrado em outros países, apenas o ritmo era outro,
refletia as condições da sociedade em que se produzia.
É esse ritmo que se procura registrar neste ensaio, recuperando os
diversos usos, suas abrangências, registrando seus autores, os
fotógrafos, e as formas de consumo dessas imagens."

Clique na imagem para download



10 dicas para ser um Designer Gráfico melhor

O design gráfico é um processo criativo que abrange tudo o que nós fazemos nos dias de hoje - de sites a interfaces de aplicativos a embalagens de produtos, as mãos talentosas de um design gráfico são vistas em todos os lugares. Pode ser uma carreira desafiante e recompensadora. Com isso juntamos 10 dicas que podem te ajudar neste caminho. Confira!

fontes: wikihow e design cafeinado

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Carlos Eduardo Rosenfeld "Cadu"

Carlos Eduardo Rosenfeld, 23, é estudante de cinema no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP - FCAD) e tem se destacado pelos projetos reconhecidos nos quais ele tem participado. Morador da cidade de Indaiatuba e apreciador da 7ª arte desde sempre, já possui um vasto currículo como animador, diretor de fotografia, roteirista, entre outras atividades.
Em seu novo projeto “Leviatã”, Cadu – como gosta de ser chamado – pôde aperfeiçoar suas habilidades, aprender coisas novas e descobriu qual a área que pretender realmente atuar nos sets de filmagens.


Conversamos com ele para conhecer um pouco mais sobre sua carreira e seus projetos:



Como você entrou no universo cinematográfico?
Eu curto cinema desde a adolescência. Sempre gostei muito de animação e já trabalhei com animação tradicional durante um tempo, mas eu queria mesmo era fazer algo relacionado a filmes live actions. Então a partir disso comecei a cursar faculdade de Cinema. Eu sempre gostei disso e inclusive escrevia sobre cinema mas, eu percebi que eu queria mesmo era estar no set, exercendo alguma função e assim que eu entrei na faculdade a direção de fotografia foi o que mais me interessou, então eu vi que era, e é, naquela área que eu quero seguir carreira e desde então eu venho me aperfeiçoando nesta área cinematográfica.

Vimos que você participou de vários projetos mas, qual te agregou mais experiência, que marcou realmente o início da sua carreira?
É difícil eu falar de um projeto. Mas, o “Em Branco” que foi um curta que fizemos na aula de fotografia foi o primeiro curta que eu fui assistente de direção, roteirizei e fiz a parte de fotografia, como aconteceu bem no início do curso eu aprendi muito e errei também e marcou porque hoje, com ele, eu faço uma comparação do “antes e depois” como estou agora e como eu estava antes. Teve também um clipe que eu fiz junto com o Gustavo Chu, que fizemos somente nós dois. Este clipe gravamos especialmente para concorrer no concurso do Sigur Rós. Produzimos em um dia e teve um resultado bem bacana e eu gostei muito porque tivemos a liberdade de produzirmos o que quiséssemos e acabamos adquirindo muita experiência com essa produção. E atualmente tenho o Leviatã, que o roteiro é meu e a direção também e é um projeto que eu consegui colocar coisas que eu quero abordar, assuntos que eu acho interessante, é uma espécie de ensaio para o meu TCC, uma idéia que eu quero desenvolver muito mais e é um projeto que estou aprendendo bastante e que está tendo um ótimo resultado porque temos uma ótima equipe que está bem alinhada, é um projeto que eu estou tendo a oportunidade de evoluir bastante em aspectos como trabalho em equipe, em relacionamento e na parte de fotografia.

Cadu nos conte um pouco sobre o seu novo projeto, o Leviatã. O que ele aborda? Há alguma relação com o livro de Thomas Hobbes, ou não?
Sim ele tem, eu sempre gostei de estudar assuntos relacionados a natureza humana atrelado a violência, é um assunto que eu me interesso muito e os cineastas que eu mais gosto, que são Stanley Kubrick e Nicolas Winding Refn, sempre abordam esse tema e, na maioria das vezes, relacionados com a violência. E li também sobre o Thomas Hobbes e as ideias dele e sobre esse aspecto, eu acho muito interessante as suas obras. Inclusive, o nome do projeto foi uma homenagem a um dos livros dele e algumas ideias sobre a natureza humana também, eu comecei a me aprofundar sobre ele agora para desenvolver melhor a idéia no meu TCC.
O curta é um suspense, uma idéia bem comercial de início, mas que tem um estudo por trás sobre os atos humanos e situações extremas, que o colocam no seu limite e como ele pode agir, como ele pode tomar uma atitude violenta. A idéia de como o ser humano sobrevive e na maioria das vezes ele faz as coisas somente por ele e para ele. É uma visão da natureza humana no extremo, abordando o lado obscuro do ser humano, o “lobo” do homem.



O universo do Leviatã acontece em qual cenário? Vimos que as primeiras gravação aconteceram em um bar certo? 
Sim as primeiras gravação ocorrerão em um bar, na verdade a maquete de um bar. A minha ideia era criar um universo próprio, eu não queria representar um lugar, apesar das gravações terem acontecido em Salto. As cenas que mostram a cidade, optamos por fazer maquetes. Nas cenas do bar, temos uma maquete dele  e uma maquete da cidade, somente para representar a ideia de universo próprio do curta.

Parabéns pelo projeto Cadu, estamos acompanhando um pouco e vimos que podemos esperar um grande curta. Fale-nos uma previsão de estréia, pra galera ficar ligada no que estiver acontecendo e poder assistir
O primeiro teaser está para sair ainda esse mês (setembro). Vamos começar a divulgar na página do Leviatã, imagens, bastidores, making off das filmagens, e a estréia está prevista para novembro no Palmas de Ouro onde serão exibidas todos os curtas do ano. 

Acompanhe Leviatã de perto - http://on.fb.me/1lLPVF9
Portfólio - http://bit.ly/1nAyOkT