Por Fernando Cesarotti
Salários não exatamente milionários, horários de trabalho pouco estáveis, plantões aos fins de semana: ser jornalista não é uma profissão para quem quer tranquilidade na vida, mas quem já está nela não deseja jamais sair. Fala aqui alguém de cátedra: metade dos meus 36 anos foram vividos na correria atrás da notícia, da informação – e não pretendo parar por aqui.
Salários não exatamente milionários, horários de trabalho pouco estáveis, plantões aos fins de semana: ser jornalista não é uma profissão para quem quer tranquilidade na vida, mas quem já está nela não deseja jamais sair. Fala aqui alguém de cátedra: metade dos meus 36 anos foram vividos na correria atrás da notícia, da informação – e não pretendo parar por aqui.
Meu começo foi curioso: eu estava Processamento de Dados no então
colegial, hoje Ensino Médio, e comecei a colaborar com um jornal de uma
comunidade religiosa. Menos de dois meses depois, já tinha me tornado o
editor-chefe de uma equipe com gente que tinha idade pra ser meu avô – e que
ouvia com atenção o que eu tinha a dizer, minhas dicas e sugestões.
Parecia que eu levava jeito para a coisa, e fui conferir. Prestei
vestibular para cursar Jornalismo na Unesp Bauru, fui aprovado na lista de
espera e, mesmo sem ter certeza de que era o que eu queria, fui ver no que
dava. Arrependimento? Zero. Desde as primeiras aulas eu percebi, sim, que não
pretendia fazer outra coisa na vida.
De lá para cá, muitas alegrias e decepções, muito trabalho, muitos
feriados perdidos, muitas folgas sem sentido em plena segunda-feira. Perdi a
conta no número de redações em que estive ou de quantas matérias escrevi,
editei ou gravei. Já trabalhei por conta, escrevi para sites como o
Estadão.com, o R7 e o G1, produzi programas de rádio para a CUT, publiquei
reportagens em jornais para o Estado de S. Paulo, a Folha de S.Paulo e o Diário
do Comércio e hoje dou aulas aqui no CEUNSP enquanto
ainda preparo aqui e ali meus textos e reportagens.
Nesses quase 20 anos, vibrei, comemorei, reclamei, xinguei, jurei largar
tudo e vender água de coco na praia. Mas, no fundo, sei que nunca farei isso:
no sangue que corre em minhas veias está a energia de descobrir a notícia onde
ninguém a enxerga, de contar a história que alguém pretende esconder, de exibir
o bom exemplo que está escondido atrás de uma porta. Mais do que uma profissão,
ser jornalista para mim é uma vocação.
E não há como fugir de uma vocação, por isso, se você também se sente
atingido por essa flecha, aqui vão algumas dicas:





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