Carlos
Eduardo Rosenfeld, 23, é estudante de cinema no Centro Universitário Nossa
Senhora do Patrocínio (CEUNSP - FCAD) e tem se destacado pelos projetos reconhecidos nos quais
ele tem participado. Morador da cidade de Indaiatuba e apreciador da 7ª arte
desde sempre, já possui um vasto currículo como animador, diretor de
fotografia, roteirista, entre outras atividades.
Em
seu novo projeto “Leviatã”, Cadu – como gosta de ser chamado – pôde aperfeiçoar
suas habilidades, aprender coisas novas e descobriu qual a área que pretender
realmente atuar nos sets de filmagens.
Conversamos
com ele para conhecer um pouco mais sobre sua carreira e seus projetos:
Como você entrou no universo cinematográfico?
Eu
curto cinema desde a adolescência. Sempre gostei muito de animação e já
trabalhei com animação tradicional durante um tempo, mas eu queria mesmo era
fazer algo relacionado a filmes live
actions. Então a partir disso comecei a cursar faculdade de Cinema. Eu sempre
gostei disso e inclusive escrevia sobre cinema mas, eu percebi que eu queria
mesmo era estar no set, exercendo alguma função e assim que eu entrei na faculdade
a direção de fotografia foi o que mais me interessou, então eu vi que era, e é,
naquela área que eu quero seguir carreira e desde então eu venho me
aperfeiçoando nesta área cinematográfica.
Vimos que você participou de vários projetos mas, qual te agregou mais experiência, que marcou realmente o início da sua carreira?
É
difícil eu falar de um projeto. Mas, o “Em Branco” que foi um curta que fizemos
na aula de fotografia foi o primeiro curta que eu fui assistente de direção, roteirizei e fiz a
parte de fotografia, como aconteceu bem no início do curso eu aprendi muito e
errei também e marcou porque hoje, com ele, eu faço uma comparação do “antes e
depois” como estou agora e como eu estava antes. Teve também um clipe que eu
fiz junto com o Gustavo Chu, que fizemos somente nós dois. Este clipe gravamos
especialmente para concorrer no concurso do Sigur Rós. Produzimos em um dia e
teve um resultado bem bacana e eu gostei muito porque tivemos a liberdade de produzirmos
o que quiséssemos e acabamos adquirindo muita experiência com essa produção. E atualmente
tenho o Leviatã, que o roteiro é meu e a direção também e é um projeto que eu
consegui colocar coisas que eu quero abordar, assuntos que eu acho
interessante, é uma espécie de ensaio para o meu TCC, uma idéia que eu quero
desenvolver muito mais e é um projeto que estou aprendendo bastante e que está
tendo um ótimo resultado porque temos uma ótima equipe que está bem alinhada, é
um projeto que eu estou tendo a oportunidade de evoluir bastante em aspectos
como trabalho em equipe, em relacionamento e na parte de fotografia.
Cadu nos conte um pouco sobre o seu novo projeto, o Leviatã. O que ele aborda? Há alguma relação com o livro de Thomas Hobbes, ou não?
Sim
ele tem, eu sempre gostei de estudar assuntos relacionados a natureza humana
atrelado a violência, é um assunto que eu me interesso muito e os cineastas que
eu mais gosto, que são Stanley Kubrick e Nicolas Winding Refn, sempre abordam
esse tema e, na maioria das vezes, relacionados com a violência. E li também sobre
o Thomas Hobbes e as ideias dele e sobre esse aspecto, eu acho muito
interessante as suas obras. Inclusive, o nome do projeto foi uma homenagem a um
dos livros dele e algumas ideias sobre a natureza humana também, eu comecei a
me aprofundar sobre ele agora para desenvolver melhor a idéia no meu TCC.
O
curta é um suspense, uma idéia bem comercial de início, mas que tem um estudo
por trás sobre os atos humanos e situações extremas, que o colocam no seu
limite e como ele pode agir, como ele pode tomar uma atitude violenta. A idéia
de como o ser humano sobrevive e na maioria das vezes ele faz as coisas somente
por ele e para ele. É uma visão da natureza humana no extremo, abordando o lado
obscuro do ser humano, o “lobo” do homem.
O universo do Leviatã acontece em qual cenário? Vimos que as primeiras
gravação aconteceram em um bar certo?
Sim
as primeiras gravação ocorrerão em um bar, na verdade a maquete de um bar. A
minha ideia era criar um universo próprio, eu não queria representar um lugar,
apesar das gravações terem acontecido em Salto. As cenas que mostram a cidade,
optamos por fazer maquetes. Nas cenas do bar, temos uma maquete dele e uma maquete da cidade, somente para
representar a ideia de universo próprio do curta.
Parabéns pelo projeto Cadu, estamos acompanhando um pouco e vimos que podemos esperar um grande curta. Fale-nos uma previsão de estréia, pra galera ficar ligada no que estiver acontecendo e poder assistir
O primeiro teaser está para sair ainda esse mês (setembro). Vamos
começar a divulgar na página do Leviatã, imagens, bastidores, making off das
filmagens, e a estréia está prevista para novembro no Palmas de Ouro onde serão
exibidas todos os curtas do ano.
Acompanhe Leviatã de perto - http://on.fb.me/1lLPVF9
Portfólio - http://bit.ly/1nAyOkT
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