quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Maquinário - Laboratório Criativo

Todo projeto começa a partir de um sonho e quando esse sonho se torna realidade é gratificante. E juntando 3 profissionais, que tem paixão pelo que fazem, pode nascer e crescer algo grandioso, criativo e que consegue transmitir ao seu público e clientes toda sensibilidade e cuidado que teve em todo seu processo, e é com essa paixão que nasceu o Maquinário. Cindy Nakashima, diretora de arte e ilustradora do Maquinário, nos conta um pouco como nasceu este laboratório que tem crescido com velocidade e qualidade exorbitante.



Como surgiu o Maquinário?
A ideia do Maquinário surgiu na época de faculdade e foi, inicialmente, do meu sócio Bruno Scodeler, que já trabalhava muito bem com programação e se dava bem com números. Ele convidou o Thiago Reginato, que se destacava muito por seus trabalhos caligráficos e sua alta capacidade comunicativa. Foi então, que recebi o convite dos dois, pois eu já executava diversos projetos experimentais e de design em geral, e eles acharam bacana complementar a equipe com esses aspectos.
Eu e meus dois sócios estudávamos juntos na época, e vimos a oportunidade de criar um TCC empreendedor, que seria a abertura de um estúdio de design. O projeto foi tão bem recebido que até ganhamos um prêmio de melhor TCC de Design da ESPM no segundo semestre de 2012. Então, resolvemos transformar isso em realidade. Recebemos o convite de um professor para participar do processo seletivo da Incubadora de Negócios da ESPM. Passamos no processo seletivo, e estamos incubados até hoje, fazendo dois anos de empresa incubada, com orientação de professores e mestres. Hoje, o Maquinário se destaca pela sua multidisciplinaridade, na execução dos projetos, devido aos talentos individuais de cada sócio.

Que bacana Cindy, pelo que vi no site de vocês o Maquinário não trabalha apenas com arte digital, vocês trabalham também com Grafite certo?
Isso.  Faz parte do nosso Laboratório Criativo. Nós utilizamos ferramentas do design para complementar os projetos. Temos projetos de ilustração, caligrafia, web, grafite, lousas de giz além de workshops, palestras e live paintings.



Vimos que vocês têm um vasto portfólio, que vai desde nomes grandes até poucos conhecidos. Dentre todos os projetos que o Maquinário realizou, qual ou quais deles foi/foram mais desafiadores?
Acho que foram os projetos da Globo e Sky.  O Projeto do logo da novela Joia Rara, foi um desafio, pois, testamos qual tipo de caligrafia e ferramenta se adequava à caligrafia tibetana que é de uma cultura totalmente diferente da nossa, e transformar o logo digitalmente em um logo aparentemente manual, com a textura do pincel, a direção do traço e efeitos de tinta dourada.
No projeto da mini série O Caçador, o desafio foi casar a caligrafia com a ilustração, em uma composição com estilo de tatuagem. Realizado por duas pessoas é difícil, pois a linguagem de um e do outro tem que ser semelhante e equilibrada.
O Projeto da SKY envolveu muito conhecimento do público alvo e habilidades em diversas ferramentas como ilustração, 3D, Photoshop, pintura digital e manipulação de imagem.
Todos esses projetos foram realizados com intermediários, seja com diretores de arte da Globo que mandava as artes para a direção, ou a agência que realizava a campanha da SKY e nos contratou. É necessário ter uma boa comunicação para que não haja dúvidas ou problemas no meio do projeto.



Certo, com isso podemos ver que cada projeto teve o seu desafio, mas, quanto ao processo criativo de vocês, como funciona todo o processo em geral?
O nosso processo criativo, muda de acordo com projeto. Se for uma marca, por exemplo, eu e o Thiago criamos juntos, tal como projetos de caligrafia ou ilustração. Se for um site, o Bruno cria a arquitetura de informação, então eu desenvolvo o layout e ele faz a programação. Nós três trabalhamos em conjunto em todos os projetos do começo ao fim. Tanto na parte administrativa, atendimentos, criação e desenvolvimento.



Cada projeto tem uma identidade própria mas, ainda sim, tem um estilo único que, se observarmos bem, conseguimos caracterizar que é do Maquinário. Sabemos que cada projeto tem seu prazo e muitas vezes o bloqueio criativo vem nos assombrar. Nestes momentos de bloqueio, o que vocês fazem para se inspirar e quais são suas principais influências?
Nós tentamos não ficar apenas em um projeto o tempo todo. Nós trabalhamos em vários por dia. Assim, podemos parar um tempo e respirar, esfriar a cabeça e renovar as ideias e voltar para o projeto. Quando o bloqueio vem, procuramos inspirações em livros, sites como Behance, Pinterest, Graphic Exchange, Type Everything, Brand New, Be Type, Tumblrs etc.
Ou até mesmo saímos um pouco do computador e pegamos um tempo pra desenhar, fazer vários sketchs e rascunhos, isso ajuda muito no processo criativo em vários momentos.

Isso é uma tática muito boa, porque chega uma hora que parece que o cérebro frita e não sai mais nada rs. Entre os vários projetos, algum deles foi premiado?
Ganhamos o Prêmio Idea Brasil 2014, prata na categoria Design Estratégico com o Logo Joia Rara.

 Da esquerda para a direita: Bruno Scodeler, Thiago Reginato e Cindy Nakashima


Conheça um pouco mais do Maquinário 
acessando seu site estudiomaquinario.com.br
e curtindo sua page Estudio Maquinario




sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Off Crown - A marca alternativa que chegou para ficar

Por Felipe Zebini

Quando pensei em dar início à minha marca, passou muitas idéias e medos pela cabeça, principalmente quando pensamos que estamos no interior e o público realmente não colabora com propostas diferentes, uma vez que o sonho de quem faz/fez Moda é sempre inovar.
A primeira etapa era: Público.



Público
Minha idéia sempre foi fazer algo para o público alternativo/fashionista/gays que tenham atitude e gostem de ousar.
Me interessei muito por esse público pela coragem de usarem o que bem quiserem sem ligar para opiniões alheias e olhares que casualmente nos rodeiam e pelo fato de que é muito difícil conseguirmos encontrar algo bacana e diferente nas lojas daqui do interior. Alias, não só do interior, como também em outros lugares, sem que essa peça seja do guarda-roupa oposto.
O público gay tem muita dificuldade de encontrar peças diferentes e que sejam realmente em modelagem masculina, porque isso falta no varejo e era exatamente isso que eu gostaria de oferecer.

Nome da Marca
Off Crown Store. A tradução livre: Sem coroa.
A proposta da loja é oferecer ao público a idéia de que você não precisa de nada que seja caro, como roupas de grandes grifes,  para estar bem vestido e com atitude.
O slogan da marca: ‘Quem disse que precisa de uma coroa pra ser rei?’ é para passar  que, podemos nos vestir bem, por um preço acessível e com personalidade e exclusividade.

Conceito
A marca é focada no público alternativo/fashionista e fãs do universo POP. Com inspirações em cantoras POPs as peças se tornam únicas e com elementos que as diferente do ‘padrão’ encontrado em lojas mais comuns.
As peças não possuem rótulos de masculino/feminino. ‘Gostou? Use!’




Pontos Positivos x Pontos Negativos
Para quem está começando na área empresarial é essencial o estudo dos concorrentes e do seu publico. E principalmente, estudo sobre gastos x lucros e serviços terceirizados, como a Off Crown possui.
Um dos pontos negativos que encontrei, foi a dificuldade em conseguir conciliar tudo sozinho, uma vez que cuido da administração, criação, execução e finalização de todos os processos. No começo é assim mas, precisará de ajuda, caso contrário deixará muita coisa pra trás. Como ponto positivo, a Off Crown sendo somente virtual, eu consegui maior visualização do meu público pela internet, uma vez que a cidade em que moro não possui uma grande porcentagem do meu público-alvo, sendo perigoso para o conceito da loja e lucros finais.



Outro ponto positivo é em ter o seu próprio negócio é ter ‘passe-livre’ para criar e organizar tudo conforme você deseja, mas é claro, você precisa  saber colocar as coisas em ordem e aprender a aprende a lidar melhor com as situações e com o público a cada venda.  Isso faz você viver experiências novas e consegue aprender com seus erros e falhas.

A Off Crown está há um ano em atividade e digo com muito orgulho que faço o que amo e o que me realiza. Tenha em mento que tudo o que te agrega valor e novas experiências valem a pena ser feito. Aos que desejam se tornar empresários siga em frente e lutem por seus ideais. 

Visite nossa loja virtual www.offcrownstore.com.br




A ética e a estética na fotografia documental


A fotografia documental é aquela que tem em sua essência o comprometimento com a realidade, sendo que essa é empregada no registro e documentação. Entretanto esse tipo de fotografia está sendo reinventada com o passar dos anos, tornando-se uma fotografia que preza pelo fato e também por um olhar artístico e sensível da realidade.
Segundo Boris Kossoy, "O conceito de fotografia é sua imediata associação à ideia de realidade, tornam-se tão fortemente arraigados que, no senso comum, existe um condicionamento implícito de a fotografia ser um substituto imaginário do real".



Os fotógrafos documentais deixam uma forte assinatura em seus trabalhos, como por exemplo, o fotógrafo Sebastião Salgado e o grande pesquisador e fotógrafo Pierre Verger. No entanto, é inevitável que a imagem fique ligada ao compromisso estético. Que o seu conteúdo seja discernido e admitido à procura da beleza, da elegância e do exotismo, por mais bárbaro que seja o fato captado pelo fotógrafo, isso faz parte da agradável e extraordinária realidade daquela fotografia, na qual ética e estética brigam por um lugar de privilégio.
O fotógrafo precisa conectar-se com aquilo que fotografa para além da relação fotógrafo, câmera e objeto fotografado. Lembrando que existe algo a mais que o fotógrafo e o objeto fotografado, existe um universo de significados, culturas, expectativas e sonhos.


Podemos dizer então que esta fotografia documental preza pela realidade, e valoriza os conceitos culturais, estéticos e artísticos.






Conheça um pouco mais do trabalho do Leonil Junior 
acessando o seu Portfólio e curta sua Page no Facebook


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Entrevista Bruno Morais

Bruno Morais, ator e cantor de 25 anos, é formado em Artes Cênicas, passou pelo curso de Rádio e TV e no momento cursa Cinema. Mudou-se da cidade de Sorocaba para o Rio de Janeiro devido seu trabalho em uma CIA aérea e, na cidade onde reside atualmente, teve a oportunidade de fazer um teste para uma montagem de um musical da Broadway que abriu as portas para uma carreira internacional, onde, através de uma bolsa de estudos, terá a oportunidade de dançar em um festival da Disney na Califórnia em janeiro de 2015. Participou da série Por Isso Sou Vingativa, da Multishow, está com alguns projetos de filmes, e concordou em conversar com a gente sobre seus inúmeros trabalhos de sucesso. 



Em quais projetos você está atuando atualmente?
Atualmente estou em um musical da Broadway chamado In The Heights, uma montagem do Rio de Janeiro.

Em qual curso você já é formado?
Em artes cênicas 2010 no Centro de Artes de Laranjeira - RJ e junho de 2015 me formaria em RTV. Estudei no CEUNSP - FCAD - Salto/SP até 2013 e atualmente estudo cinema na Estácio – RJ.

E por que mudou de curso?
Devido à mudança para o Rio de Janeiro. E também eu  sempre me interessei por cinema porque quero trabalhar com séries, mas amo RTV.

E você mudou para o Rio devido ao musical? Ou você acredita que aí você terá mais oportunidades de desenvolver seus projetos?
Mudei por que tive uma oportunidade de trabalha em uma CIA aérea, e então surgiu à chance de eu fazer audição para o musical.

E qual o seu papel no musical?
Sou o Grafitte Pete, um pichador que e maltratado pelo Usavi que é a personagem principal (risos).

Eram muitas pessoas disputando o mesmo papel? Por que você acredita que foi escolhido?
Ah... Eu canto e danço. Acho que olharam e viram que eu era o perfil para o personagem. Não sei ao certo (risos)

Você tem algum projeto de sua autoria?
Sim... Uma web série musical. O nome ainda eu não  posso falar (risos)

Ah que pena! Quando puder divulgar nos passe. E Bruno,  como surgiu a oportunidade de você dançar em Los Angeles?
Sim (risos). Ganhei uma bolsa de estudos de dança, e a professora me chamou para dançar e representar a escola com eles.

Deve ter sido uma surpresa e tanto. E nos fale, quais foram as maiores dificuldades que você encontrou para chegar até onde você chegou?
Carreira artística não é fácil. Um dia você esta lá em cima e no outro no chão. As pessoas, às vezes, enxergam o ator, o músico, o bailarino, como uma coisa que só serve pra diversão e não como uma profissão. E é isso que faz várias pessoas abandonarem seus sonhos ou, até muitas vezes, são barrados pelos pais.

Realmente não é fácil o ramo artístico mas, ainda bem, que o cenário está mudando e as pessoas enxergando que é uma profissão como qualquer outra. Quanto tempo você vai ficar estudando em Los Angeles?
Sim, eu tenho previsão pra cinco meses, mas ainda não sei ao certo.

E como sua família vê tudo isso? Eles aceitaram numa boa toda essa mudança?
Saíram de Sorocaba para verem minha estréia aqui no Rio de Janeiro, eles me apoiam em tudo.
E sempre foi seu sonho trabalhar com isso ou você pensou em fazer outra coisa?
Sim, sempre foi meu sonho, eu nunca pensei em trabalhar com outra coisa
Estudando cinema, você pretende trabalhar com séries, mas em qual área?
Direção de elenco e geral.
Você pretende retomar o curso de RTV?
Creio que não, quem sabe. Mas tudo que aprendi, aprendi na FCAD com a AECA (Agência Experimental de Comunicação e Artes).

A AECA nos trás grande conhecimento, você participou de algum projeto?
Sim, eu participei de alguns: Ritmos da Vida, Realidade do Medo e Enigma. Realidade do Medo e Enigma eu dirigi.



E algum desses foram premiados? 
O Realidade do Medo ficou entre os cinco melhores do sudeste do INTERCOM – Bauru em 2013.